quarta-feira, 29 de abril de 2009

Seis ministérios têm 1.669 vagas autorizadas para substituição de terceirizados

27/04/2009 13:11 - Do CorreioWeb


Os Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), da Integração Nacional (MI), da Educação (MEC) e da Justiça (MJ) foram autorizados a realizar concurso público para substituir terceirizados em situação irregular. As 1.669 oportunidades são para cargos de nível médio e superior.
De acordo com informações obtidas no Ministério Público do Trabalho e confirmadas pelo departamento de gestão do Ministério do Planejamento, a terceirização de funcionários é regular para serviços nas áreas e limpeza, copeiragem, segurança, vigilância, transportes, recepção, telecomunicações, reprografia, manutenção de prédios, equipamentos e instalações e informática.
Os editais, com mais detalhes sobre as seleções, têm prazo de seis meses para serem publicados, após a autorização.


Confira as vagas:




  • Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA): ao todo, serão 279 chances para nível médio e superior, sendo 284 destinadas ao cargo de agente administrativo, em nível médio. Para áreas em nível superior, haverá oportunidades para administrador; analista de sistemas, contador e economista.



  • Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS): Serão oferecidas 70 vagas para o cargo de agente administrativo.



  • Ministério da Educação (MEC): Haverá oferta de 290 chances, sendo a maioria destinada ao cargo de agente administrativo (265). As demais serão para áreas de assistente de alunos e técnico de enfermagem. Para nível superior, as oportunidades serão para bibliotecário - documentalista.



  • Ministério da Integração Nacional (MI): A seleção será para 293 cargos em nível médio e superior. A responsável pela organização do concurso será a Fundação Universidade de Brasília, de acordo com a autorização divulgada em fevereiro deste ano. Ao todo 342 terceirizados deverão ser substituídos. Serão oferecidas 127 oportunidades para nível superior ao cargo de técnico administrativo e 166 destinadas a atividade de assistente técnico-administrativo, em nível médio.


  • Ministério da Justiça (MJ): 450 chances serão oferecidas para cargos em nível médio e superior. Os cargos contemplados são de agente administrativo, em nível médio; analista técnico-administrativo, administrador, bibliotecário, economista, engenheiro, médico, arquivista, técnico em comunicação social, arquiteto, contador, assistente social, psicólogo, sociólogo, enfermeiro, estatístico e odontólogo.


  • Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG): Haverá oferta de 287 vagas, sendo que 255 serão destinadas ao cargo de agente administrativo e 32 para analista técnico-adminstrativo.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Desempregados usam bibliotecas para procurar emprego em NY - Joshua Brustein

Fonte: The New York Times

A busca de emprego de Anthony Morris esbarrou em um obstáculo este mês, quando a Biblioteca Pública Distrital de Queens o notificou que ele não poderia obter um novo cartão da biblioteca até que saldasse multas no valor de US$ 80.
Morris, 31 anos, está desempregado há oito meses e não tinha o dinheiro. Mas ele tinha retirado diversos livros da biblioteca, a fim de se preparar para um exame que faria como parte do processo seletivo para um emprego na geradora de energia Con Ed, e também precisava ir à biblioteca para procurar empregos na internet. Por isso, perguntou se não havia como saldar a dívida trabalhando. Depois de 22 horas separando livros na seção de referência na filial da biblioteca no bairro de Jamaica, ele recebeu seu cartão de biblioteca - e foi convidado a se candidatar a um emprego de tempo parcial na instituição. "É salário mínimo, mas melhor que zero", disse Morris, que vive perto da biblioteca e antes trabalhava em uma empresa química que produz corantes para couro. Ele ainda não foi informado se está ou não contratado. Embora resultados diretos como esse sejam certamente raros, as bibliotecas públicas da região de Nova York cada vez mais servem como centrais de emprego improvisadas.
Na filial da Biblioteca Pública de Nova York que fica na rua 58, em Manhattan, profissionais desempregados lotam os computadores, à tarde, horário que anteriormente era dominado por freqüentadores idosos, e os livros sobre como preparar um bom currículo mal param nas estantes.
A Biblioteca da Ciência, Indústria e Negócios, na rua 34, em Manhattan, atraiu 700 pessoas para um evento de preparação profissional em janeiro, e a Biblioteca Central do Bronx recentemente dobrou o número de aulas de computação que oferece aos idosos, porque as pessoas que procuram reentrar na força de trabalho estavam superlotando todas as palestras regulares. "Nós estamos há décadas envolvidos com buscas de emprego", disse Paul LeClerc, presidente da Biblioteca Pública de Nova York, lembrando que o presidente Barack Obama havia afirmado que um bibliotecário o havia ajudado a encontrar seu primeiro emprego como organizador comunitário. "Estamos mantendo uma tradição".
O novo papel das bibliotecas surge em meio a uma alta vigorosa na demanda pelos bens e serviços gratuitos oferecidos pelas bibliotecas, algo que acontece sempre que a economia se desacelera. No quarto trimestre de 2008, a circulação cresceu em 16%, se comparada ao ano anterior, na Biblioteca Pública de Nova York, que atende Manhattan, o Bronx e Staten Island.
Na Biblioteca Pública de Brooklyn, a alta foi de 9%, e na de Queens atingiu os 2%. Todos os três sistemas também reportam aumento significativo no número de visitantes. Mas as bibliotecas estão enfrentando fortes cortes de verba, de acordo com a proposta orçamentária do prefeito para o ano que vem, e também passam por outras dificuldades econômicas.
Em Brooklyn, elas começaram a fechar aos domingos, e pode ser que seu horário seja reduzido nos demais dias. Este mês, uma companhia hoteleira cancelou seus planos de adquirir a Donnell Library, uma biblioteca de cinco andares na rua 53, cuja venda ajudaria a pagar pela reforma de US$ 250 milhões que está em curso na sede da Biblioteca de Nova York, na Quinta Avenida. Na Biblioteca Central do Bronx, perto da Universidade Fordham, Janice Moore-Smith, conselheira de educação e carreiras, ao longo dos anos costumava orientar cerca de meia dúzia de usuários por dia sobre como preparar currículos. Nos últimos meses, o total cresceu para 10. E Moore-Smith diz que vem marcando mais sessões conjuntas para casais, nas quais oferece apoio emocional, além das dicas de emprego. "Estou fazendo terapia de casais", diz. O serviço mais procurado, de acordo com os bibliotecários, é o acesso gratuito a computadores.
Na Biblioteca Adolescente de Queens, em Far Rockaway, mais e mais adolescentes aparecem para usar computadores, alegando que seus pais cancelaram os provedores que tinham em casa. E porque sites em larga medida substituíram os jornais como veículo para contratação de funcionários, as pessoas que perdem o acesso encontram mais dificuldade para procurar emprego online. Kerwin Pilgrim, gerente de divisão do centro de informações sobre empregos e educação da Biblioteca Pública de Brooklyn, disse que começou a treinar 15 funcionários para que oferecessem assistência individual aos interessados em procurar emprego já na metade do ano passado, antecipando que a demanda cresceria com a piora da economia. Até recentemente, diz Pilgrim, a maioria das pessoas que recorriam às bibliotecas em sua busca de empregos eram iniciantes. Agora, a proporção de profissionais cresceu muito. "Quando os bancos começaram a quebrar, recebemos muita gente que esteve empregada por longos períodos, e por isso não atualizou currículos ou aprendeu como fazer uma boa entrevista de emprego", ele disse. "As pessoas se sentiam confortáveis com seus cargos, e basicamente nunca atualizavam seus currículos".
Tradução: Paulo Migliaci ME
Colaborador: Maria Lucia de Vargas Pimenta

segunda-feira, 23 de março de 2009

Um antídoto contra o saco cheio - Max Gehringer


Concluí Biblioteconomia, e penso fazer uma pós em Ciência da Informação, para aumentar minha empregabilidade... – B.M.

Epistemologicamente, são cursos congêneres. A ciência da informação é a aplicação de recursos tecnológicos à biblioteconomia, que hodiernamente abrange tanto os livros analógicos quanto o universo digital. Se sua graduação foi adequada, você já aprendeu isso. Seria melhor você fazer um MBA, que lhe agregaria conhecimentos de administração e aumentaria suas chances de trabalho em outros setores, porque o mercado para biblioteconomistas ainda é restrito no Brasil.

Na era da informação, empresas buscam talentos empreendedores

Por Luiz Alberto Ferla - www.administradores.com.br


Estamos na Era da Informação. A cada dia uma nova tecnologia surge, abrindo muitas possibilidades para quem está conectado às novidades. É o mundo dos sonhos para quem tem espírito empreendedor e vontade de trabalhar. Os profissionais com esse tipo de perfil são verdadeiros ‘talentos empreendedores’, pessoas que dificilmente estarão fora do mercado de trabalho, mesmo em períodos de crise e incertezas.
O ambiente atual, por exemplo, possibilita a oportunidade de o profissional atuar em novas frentes de trabalho. Hoje há diversos setores e áreas que permitem que esse profissional esteja apto a desempenhar duas ou mais funções. Praticamente não há limitações se a pessoa tiver competência, discernimento, curiosidade, capacidade de aprender e energia suficientes para lançar-se em novas frentes ou reconfigurar as atividades que até então não desenvolvia.
As pessoas mais atentas e sintonizadas com a “economia do conhecimento” já perceberam que a obsolescência de conhecimentos (e de modelo mental) é um fenômeno assustador e que atinge a todos. A velocidade das mudanças, as inovações constantes, o acesso às tecnologias e as novas exigências de mercado, para o bem e para o mal, provocam desconfortos.
Os que acompanham as mudanças de seu tempo terão que “descobrir necessidades e atendê-las”, criando mais frentes de trabalho e renda para si e para outros. E não há nada de confortável nisso. É trabalho duro e ininterrupto.
A verdade é que cada vez mais espera-se que o profissional seja um especialista, mas que tenha também habilidades complementares. A pessoa talentosa é aquela que possui uma competência em grau de excelência, uma expertise. É por isso que é contratada, é isso que define a sua presença na folha de pagamento.
Empowerment
Um discurso que ganhou força na década de 70 é que as pessoas precisavam ser mais generalistas e menos especialistas. O que se queria dizer é que a nova economia exigiria pessoas abertas ao conhecimento e ávidas por aprender. Era um alerta para que não se limitassem a uma área de conhecimento, de negociação, de relacionamentos, de visão de negócios. Entrávamos na era do empowerment.
Nas empresas, níveis hierárquicos desapareceram, cargos de gerentes e supervisores foram drasticamente diminuídos e mais poder foi dado às pessoas – o que exigiu mais saber. Exigiram-se competências para além da expertise básica – o que possibilitou que as pessoas enxergassem novas oportunidades para aplicação de sua experiência e de suas habilidades extras.
Essa atitude se faz muito necessária nos dias de hoje. O profissional tem de ser multitarefa, embora, poucos se dêem conta disso. Os que preferem o conforto do conhecido, do tradicional, do consagrado, do aprendido, podem descobrir que o conforto é só aparente: que a obsolescência os ronda e ameaça seus empregos e estilos de vida.
*Luiz Alberto Ferla, CEO das empresas Talk Interactive (www.talkinteractive.com.br) – especializada em comunicação digital e Knowtec (www.knowtec.com) – especializada em inteligência competitiva. Administrador e engenheiro pós-graduado em planejamento estratégico, é também co-autor do livro “Viagem ao Mundo do Empreendedorismo”.